O sacerdote católico Frei Gilson afirmou, durante participação em um podcast, que já enfrenta limitações para falar sobre temas bíblicos na internet e na televisão. Segundo ele, emissoras e canais podem sofrer processos ou punições por causa do conteúdo das pregações.
“Eu já não posso falar coisas na TV Canção Nova, porque senão a Canção Nova recebe processo. Então, ou seja, eu já não posso pregar a Bíblia”, declarou o religioso. Ele também disse que canais no YouTube correm o risco de serem derrubados por determinadas falas feitas em transmissões ao vivo.
Em outro trecho, Frei Gilson afirmou que teme perder espaço nas redes sociais caso o cenário fique mais rígido. Para ele, a solução é incentivar os cristãos a estudarem mais a Bíblia e o catecismo da Igreja Católica. “Vamos ensinar mais Bíblia para o povo”, disse.
As declarações acontecem após uma série de pregações do religioso se tornarem alvo de críticas e denúncias nas redes sociais. Nos últimos dias, vídeos antigos de sermões voltaram a circular e geraram debates sobre temas ligados à família, política, sexualidade e comportamento.
A repercussão mais recente começou após um vídeo em que Frei Gilson fala sobre o papel da mulher dentro da família. Na gravação, ele afirma que “Deus deu ao homem a liderança” e diz que o “empoderamento feminino” seria uma ideia ligada “à ideologia dos tempos atuais”.
As falas provocaram reações de nomes públicos como Soraya Thronicke, Rachel Sheherazade e Tabata Amaral. A senadora acusou o frei de misoginia e afirmou que líderes religiosos não deveriam usar a fé para reforçar ideias que, segundo ela, prejudicam avanços sociais.
Em outra pregação, o sacerdote criticou o que chamou de “guerra dos sexos” e declarou que a mulher teria sido criada para “auxiliar o homem”, citando um trecho do livro de Gênesis para defender sua interpretação bíblica.
Frei Gilson também foi alvo de críticas após comentários sobre racismo e debates sociais. Em uma fala de 2024, ele afirmou que vivemos em uma “geração do mimimi” ao comentar situações relacionadas a preconceito racial.
Outras declarações do religioso abordaram temas como aborto, relações homoafetivas e uso de anticoncepcionais. Em uma das mensagens, ele defendeu que católicos devem seguir integralmente os ensinamentos da Igreja, inclusive em assuntos ligados à sexualidade e planejamento familiar.
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