Caso padroeira: Líderes evangélicos repudiam fake news sobre Flávio e critica fala de Lula

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O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB) divulgou nesta segunda-feira (28) uma nota de repúdio à circulação de uma informação falsa sobre Flávio Bolsonaro (PL) e criticou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o caso. A entidade afirmou que a situação pode gerar conflito entre católicos e evangélicos.

Segundo o CIMEB, não existe iniciativa de líderes evangélicos ligada a qualquer candidatura para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A entidade também declarou que católicos e evangélicos vivem em paz e que não há proposta para cancelar feriados ou cultos de qualquer religião.

A manifestação ocorreu após Lula comentar o assunto durante entrevista à BandNews neste domingo (27). Ao ser informado por uma jornalista de que a história envolvendo Flávio era uma fake news, o presidente respondeu: “Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”.

Na entrevista, Lula também citou o episódio de 1995, quando um bispo da Igreja Universal chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa de televisão. “Mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”, afirmou.

O presidente acrescentou que respeita a religião evangélica e pediu respeito às religiões católica e de matriz africana. “Cada um professa sua fé como quiser, sem magoar os outros”, declarou.

Na nota, o CIMEB afirmou que a informação falsa foi usada para atingir um adversário político e provocar uma disputa religiosa. O documento é assinado por líderes como Silas Malafaia, Teó Hayashi, César Augusto, Claudio Duarte e Samuel Câmara.

A polêmica começou depois que uma informação divulgada pela GloboNews associou uma antiga proposta sobre o título de Nossa Senhora Aparecida a uma suposta mobilização evangélica. A emissora posteriormente corrigiu a informação e pediu desculpas, esclarecendo que o projeto havia sido apresentado em 2007 e arquivado em 2008.

A CNBB também divulgou nota sobre o episódio e afirmou que repudia a produção e o uso de informações falsas, além de negar vínculo com estruturas político-partidárias.

Portal Exibir Gospel

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