Quando o assunto é escolher um candidato nas urnas, a crença religiosa de quem disputa o cargo não costuma ser o fator determinante para a maioria dos brasileiros. É o que revela uma pesquisa realizada pelo instituto PoderData em parceria com o Aya Bancah entre os dias 23 e 26 de agosto de 2026.
De acordo com o levantamento, 63% dos votantes afirmam que a religião de um político não tem peso relevante na hora de definir o voto, enquanto apenas 31% dão importância ao tema (com 6% sem opinião formada). O mesmo desinteresse se reflete na formulação das políticas públicas: para 68% dos entrevistados, os postulantes aos cargos executivos não devem basear suas propostas de governo em convicções religiosas particulares.
O cenário entre os principais candidatos
Apesar de a religiosidade — especialmente o eleitorado evangélico — ocupar um espaço estratégico nos bastidores da corrida presidencial, a prioridade do cidadão comum parece passar longe do alinhamento confessional:
Eleitores de Flávio Bolsonaro: 53% dizem não se importar com o fator religioso, ao passo que 42% consideram o aspecto relevante.
Eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva: O índice dos que desvinculam o voto da religião sobe para 69%, enquanto 26% levam a crença em conta.
Nota metodológica: O estudo ouviu 2.400 pessoas por meio de ligações telefônicas em 555 municípios brasileiros. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%, sob o registro oficial BR-04974/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Portal Exibir Gospel
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