Dinamarca quer barrar cidadania para quem defende a lei islâmica sharia

O governo da Dinamarca quer impedir que pessoas que defendem a aplicação da lei islâmica, conhecida como Sharia, obtenham a cidadania do país. A proposta, anunciada em outubro de 2026, também prevê restrições a candidatos que glorifiquem o terrorismo ou tenham posições contrárias aos princípios democráticos.

O ministro da Integração, Morten Bødskov, afirmou que a cidadania deve ser concedida apenas a quem respeita os valores dinamarqueses, incluindo a liberdade e a igualdade.

“É claro que não devemos concedê-la a pessoas que, por exemplo, glorificam o terrorismo, defendem a lei islâmica (Sharia) e se opõem aos direitos dos homossexuais”, declarou o ministro, segundo informações divulgadas pela Apollo News.

A proposta prevê mudanças nos critérios de naturalização, mas o governo ainda estuda como verificar as posições dos candidatos. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as perguntas ou as provas que poderão ser usadas na avaliação.

Os procedimentos de naturalização estão suspensos desde março de 2026. A medida afeta 2.055 pessoas que já estavam em etapas avançadas do processo. Os pedidos deverão ser reexaminados, e uma decisão é esperada para o primeiro semestre de 2027.

Na Dinamarca, a concessão da cidadania por naturalização depende de uma lei aprovada pelo Parlamento. As listas de candidatos adultos são apresentadas duas vezes por ano e passam por análise dos parlamentares.

A proposta ainda está em fase de preparação e não estabelece uma proibição geral da Sharia no país. O foco da iniciativa é impedir que pessoas com determinadas posições ideológicas obtenham a nacionalidade dinamarquesa.

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