Deputadas e parlamentares reagiram à informação de que Erika Hilton (PSOL-SP) deve assumir, na próxima semana, a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília. A indicação foi feita pelo próprio PSOL, que já comanda o colegiado com a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG).
A deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-PR) afirmou que a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma mulher. Para ela, o colegiado trata de temas ligados à realidade biológica feminina.
“Não se trata de discutir a pessoa. Se trata de discutir para que serve a Comissão das Mulheres. Muitos dos assuntos que tratamos são biologicamente de mulheres, como gestação, violência obstétrica, câncer de colo de útero e endometriose”, declarou.
A parlamentar disse que não concorda com a indicação. “Eu não posso concordar com a presidência da Comissão das Mulheres sendo atribuída, nesse caso, à deputada Erika Hilton”, afirmou.
A deputada federal Delegada Ione (Avante-MG) também criticou a possibilidade. Segundo ela, a escolha pode deixar de lado debates específicos da realidade feminina.
“Para lembrar das transexuais, estão esquecendo das mulheres. Para incluir um segmento da sociedade, estão excluindo outro”, disse.
Ela questionou a legitimidade da futura presidente para tratar de pautas do colegiado. “Qual a legitimidade da deputada Erika Hilton para debater sobre menstruar? Com que autoridade poderá presidir debates sobre dificuldades de ser mãe no Brasil?”, declarou.
Ione afirmou que pretende atuar para impedir a escolha. “Estarei utilizando toda a força do nosso mandato para impedir que esse atentado contra nós, mulheres, se concretize”, disse.
A deputada estadual Mara Lima (Republicanos-PR) também se manifestou contra a indicação. Presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, ela disse que o cargo exige experiência ligada à realidade feminina.
“Quem assume uma comissão dessa importância precisa ter conhecimento de causa. E isso tem que ser uma mulher que vive essas situações, como gravidez, ciclo menstrual e violência doméstica”, afirmou.
Mara Lima acrescentou que vê a decisão como uma perda de espaço político para as mulheres. “A mulher luta tanto para conquistar espaço e acaba perdendo para um homem que biologicamente é homem”, disse.
Erika Hilton, que é uma mulher trans e tem atuação voltada para pautas LGBT, já participou de reuniões da comissão e em ocasiões anteriores evitou definir publicamente o que é uma mulher. Por definição, mulher é um humano adulto do sexo feminino.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher debate temas como saúde feminina, maternidade, violência doméstica e políticas públicas para mulheres.
Apesar da importância do colegiado, as mulheres ainda são minoria no Congresso Nacional. Hoje, cerca de 18% das cadeiras são ocupadas por deputadas e senadoras — entre 91 e 93 deputadas e 13 a 15 senadoras, número que varia conforme licenças e substituições.
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