O advogado-geral da União, Jorge Messias, enviou nesta quarta-feira (1º) uma carta ao Senado, em Brasília, na qual defende a separação dos Poderes e destaca sua fé evangélica. Indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele tenta ampliar apoio entre senadores.
Na mensagem, Messias afirmou que o cargo exige “distanciamento institucional” e respeito às leis. Ele disse que pretende atuar com independência e equilíbrio, caso seja aprovado para o STF.
O advogado também destacou sua origem religiosa. Disse ser “filho de pais evangélicos” e citou valores como fé, família e ética no serviço público. O ponto é visto como uma tentativa de reduzir resistência entre parlamentares de oposição, especialmente ligados ao público evangélico.
Messias ainda apresentou um resumo de sua atuação na Advocacia-Geral da União. Segundo ele, sua gestão priorizou segurança jurídica, diálogo entre instituições e equilíbrio fiscal.
A indicação ocorre em meio a tensão política. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou insatisfeito com a forma como o nome foi anunciado pelo governo, sem aviso prévio.
Esse mal-estar pode afetar o andamento da sabatina. Cabe a Alcolumbre definir quando o Senado analisará a indicação, tanto na comissão quanto no plenário.
Para ser aprovado, Messias precisa de pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. O governo quer acelerar a votação, avaliando que o cenário atual é mais favorável do que nos próximos meses.
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