A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal provocou divisão entre importantes líderes evangélicos em Brasília antes de ser rejeitada pelo Senado. De um lado, o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, atuou nos bastidores para buscar apoio entre parlamentares ao nome do advogado-geral da União indicado por Lula.
A articulação pró-Messias teria ocorrido a pedido do ministro André Mendonça. Hernandes contou com o apoio de nomes como Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de Belém, e do bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra.
Rodovalho afirmou ao SBT News que, apesar de Messias ser ligado à esquerda, ele representaria valores conservadores. O deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) também integrou o grupo favorável, movimento visto por críticos como uma aproximação incomum entre setores evangélicos e o governo Lula.
Na frente contrária, o pastor Silas Malafaia liderou uma campanha contra a indicação. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo questionou a posição de Messias sobre o aborto, citando a atuação do AGU em ação no STF relacionada à resolução do Conselho Federal de Medicina sobre assistolia fetal em casos de estupro.
O pastor Renato Vargens também criticou publicamente o apoio de evangélicos ao nome de Messias. “Considero um absurdo qualquer evangélico, ou mesmo pastor, apoiar a indicação de Jorge Messias ao STF”, escreveu, ao citar o parecer institucional da AGU sobre o tema.
As articulações opostas levaram líderes religiosos a reuniões em Brasília, mas não houve consenso entre os grupos. O episódio expôs um racha entre alas evangélicas sobre a relação com o governo e pautas morais.
Apesar do esforço de aliados e opositores, Jorge Messias acabou rejeitado pelo Senado nesta quarta-feira (29), em uma derrota histórica: foi a primeira vez em 132 anos que uma indicação ao STF foi barrada pelos senadores.
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